Na ardilosa esteira da evolução…

Durante um tempo livre em descanso na academia, me determinei a desenvolver uma outra musculatura, muitas das vezes negligenciada por nós, mas que também é muito carente de trabalho continuo e eficiente para apresentar melhor desenvoltura- o Cérebro. Obviamente, por estar dentro de um ambiente menos oportuno para um estudo ou leitura, pois como dito faço numa academia, uso os fones de ouvido para ouvir alguns podcasts, palestras pelo YouTube ou mesmo audiobooks do app 12 minutos (recomendo a prática mencionada acima, aos viventes da rotina workaholic). Bem, em uma dessas atividades, ao ouvir o Murilo Gun, que até pouco tempo para mim era apenas um hilário comediante com boas sacadas nas esquetes montadas, comentou numa palestra no TED-x sobre a forma ágil que o mundo tem evoluído e como nós, assim como a equação de calculo da velocidade (Delta S sobre Delta T), precisamos estar com as mesmas condições. Caso contrário, iremos ser engolidos pela estagnação e falta de oportunidades. Minha discussão, portanto, é justamente sobre essa sacada, que por mais que pareça óbvia a todos os aspectos de nossa vida, é muito ignorada e nos faz, portanto, a seguir a incrível tendência do remediar, por já estar com as sequelas.

Há alguns dias escrevi sobre a nossa condição de nos adaptar ao que vivemos hoje, no que se refere a agilidade de atendimento com multi canais e com o mínimo de recursos possíveis (conceito básico de eficiência). No artigo, ainda evidencei a geração que engole dia a dia nossos novos comportamentos de expectativas e paciência e, que por consequência, tende a migrar nossa relação como consumidores e empreendedores para um mundo totalmente digital, ainda que humano. Isso, amigos, é um grande sinal do que o Murilo, como mencionado no paragrafo acima, diz sobre a esteira da evolução (aos interessados no vídeo, basta procurarem no YouTube: Murilo Gun — Life as a service). Numa vida corporativa, isso pode ser facilmente traduzido para: ou nós criamos musculatura, através de aprendizados, adaptações ou inovações, ou seremos ultrapassados pelos concorrentes!

Como já mencionado também, parece óbvio que esse exercício seja feito pelas empresas, certo!? Aí é que está a grande lacuna entre a realidade e o mundo ideal. Sempre nos munimos de bons discursos, enquanto gestores/empreendedores/colaboradores, para justificar a nossa inércia (“meu ramo é diferente!” / “estou muito sem tempo arrumando umas coisas da empresa” / “ninguém do meu setor olha pra isso não” / “meu público não usa essas coisas”). Nisso, com menos tempo para gastar com justificativas, os poucos sábios que forem avançando, oportunizando-se com o que ninguém ainda fez ou fazendo ao mesmo tempo que os demais para não ser engolido, são aqueles que o Jim Collins chama em seu livro de “excepcionais e duradores” (Feitas para Durar).

Para concluir, um caso simples para fazer metaforicamente todos terminarem se questionando… Uma certa empresa de sandálias, selecionou dois distintos diretores de seu grupo de colaboradores, para fazerem uma viagem investigativa sobre o mercado chinês. Todos comentando sobre o quanto é oportuno entrar nesse mercado e, claro, o CEO não hesitou em buscar meios de se colocar por lá, também. Pois bem, ambos diretores selecionados ficaram apenas 1 dia conhecendo a população chinesa (isso mesmo, no final do primeiro dia já ligaram desesperados para contar o que estavam vivendo). Inclusive a ideia era que isso fosse mais longo, mas tudo bem, uma vez que algo poderia ter saltado aos olhos deles. O primeiro, mandou a seguinte mensagem ao diretor: “Impossível que façamos negócios de sucesso por aqui. Do aeroporto até o hotel, depois na rua para encontrar algo a se comer e no caminho de volta, devo ter visto duas lojas de chinelo e a maioria das pessoas estavam descalças. Cancelemos a iniciativa, pois esse mercado não é para nós!”. O CEO ainda apurava a mensagem recebida, quando chegou a segunda mensagem do segundo diretor: “Encontramos o nosso paraíso, chefe. Do caminho do aeroporto ao hotel, depois na rua para encontrar algo a se comer e no caminho de volta ao hotel, encontrei apenas duas lojas de chinelo e a maioria das pessoas não usam. Esse mercado é para reinarmos com hegemonia e ineditismo. Basta sabermos usar a cultura a nosso favor!”… Para não precisar terminar a história, o convido a fazer o papel do CEO e tomar a decisão que acha mais adequada para seu crescimento e fortalecimento. Não há certo ou errado, apenas perspectivas que te levarão a rumos diferentes. Minha decisão, ao criar o omnichannel, já foi tomada, e a sua?


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